Appalachian Springs

Columbo

Numbness

The Verve - Forth

Após dez anos separados, os músicos do The Verve retornam com "Forth", um disco belo e denso, digno de uma das melhores bandas do rock britânico.

O que esperar de uma banda que se separou por conflitos de convivência entre os integrantes e, após um intervalo­ de dez anos, resolve voltar? Principalmente neste caso, em que o vocalista se lançou em carreira solo e gravou três álbuns de qualidade decrescente?


The Verve @ Coachella 2008, shot by Natalie Kardos

O disco Forth, quarto na discografia do The Verve e primeiro após o retorno anunciado no fim do ano passado, não poderia ser recebido sem alguma dose de ceticismo. Mas, para agradável surpresa dos fãs, o quarteto de Wigan, Inglaterra, se mostra mais afiado do que nunca.

Liderado por Richard Ashcroft, o The Verve veio à tona em 1997 com o single Bittersweet Symphony, tirado do álbum Urban Hymns. Naquela época, bandas como Oasis, Blur e Radiohead dominavam as paradas, e o chamado "brit pop" se consolidava como o primeiro (e, até o momento, único) movimento de música pop relevante depois do declínio do grunge. No movimento, nenhum outro grupo foi tão bem-sucedido em criar uma estética original, dotada de apelo pop, quanto o The Verve. Isso se deu tanto pelas boas melodias e refrões (evidentes em Urban Hymns) quanto pela essência experimental, mais aparente nos dois primeiros discos.


The Verve 2008

Em A Storm in Heaven (1993), arranjos intrincados, solos espasmódicos de guitarra e adornos de piano e saxofone resultaram numa sonoridade totalmente original. Em A Northern Soul (1995), é notável o avanço do quarteto — também formado por Nick McCabe (guitarra), Simon Jones (baixo) e Peter Salisbury (bateria) — rumo a uma musicalidade mais cativante, sem perder a densidade.

O que surpreende em Forth, o novo disco, não é somente o retorno ao experimentalismo — antecipado em The Thaw Sessions, faixa disponibilizada na internet no fim do ano passado —, mas também a vitória brilhante sobre o eterno desafio do pop: inovar sem cair no hermetismo. Sit and Wonder, a faixa de abertura, e Love Is Noise, o primeiro single, são visivelmente projetadas para tocar no rádio, mas nem por isso perdem consistência. A fantasmagórica Judas tem um refrão fortemente evocativo. Numbness é lisérgica e suavemente incômoda, enquanto I See Houses soa mais intimista. O grande trunfo, no entanto, está na faixa de encerramento, Appalachian Springs, uma ode sublime à vulnerabilidade. A voz de Richard Ashcroft continua impecável, suas letras estão mais instigantes e a química entre os músicos parece até mais forte: continuam entrosados como se dispostos a recuperar o tempo perdido. O título do álbum (que significa "adiante") sugere um movimento contínuo. Uma boa notícia, já que Forth é certamente um dos melhores lançamentos de 2008.

Forth is the fourth album by English alternative rock band The Verve and was released internationally on August 25, 2008, and a day later in North America.[2] The album is the band's first release since reforming in 2007 and touring at various festivals in 2008. It is also the band's first album of new material since Urban Hymns was released in 1997, excluding two unreleased tracks on the singles compilation album This Is Music: The Singles 92-98.

The album's first single, "Love Is Noise", received its first airplay by Zane Lowe on BBC Radio 1 on June 23, 2008.[3] The song reached #4 in the UK and became a summer hit in Europe. The band also released a non-album track, "Mover", as a free digital download a week later.

The album was leaked on August 13. On August 19, The Verve put the entire album online via their MySpace page for one week, allowing everyone to listen to the songs in their entirety.

Sit and Wonder - 6:52
Love Is Noise (Richard Ashcroft, The Verve) - 5:29
Rather Be (Ashcroft) - 5:38
Judas (Ashcroft) - 6:19
Numbness - 6:35
I See Houses (Ashcroft) - 5:37
Noise Epic - 8:14
Valium Skies (Ashcroft) - 4:34
Columbo - 7:30
Appalachian Springs (Ashcroft) - 7:34

Forth (EMI), do The Verve. Preço médio: R$ 28.

Fontes: Carlos Messias; Revista Bravo; The Verve - Official Website

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