Dia 2 - Sábado, 21 de Maio de 2022

ISTAMBUL Visita panorâmica à cidade. Em nosso tour subiremos de teleférico ao mirante de Pierre Loti e entraremos na Mesquita de Souleyman “O Magnífico” (a maior de Istambul), conheceremos as muralhas, o Chifre de Ouro, o bairro de pescadores e admiraremos o exterior da Basílica de Santa Sofia.

Logo visitaremos o Palácio de Topkapi (ingresso incluído), outrora centro administrativo do império Otomano com seus magníficos pátios e pavilhões.

Tarde livre. Estaremos em uma cidade construída sobre dois continentes. No final da tarde ofereceremos um Traslado ao bairro de Taksim, a zona mais comercial e com mais vida local da cidade. Disporemos de tempo para jantar em algum de seus inúmeros restaurantes, você também poderá tomar o antigo bonde que atravessa a região ou visitar a próxima Torre de Gálata.

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A Mesquita Süleymaniye¸ projeto do arquiteto Mimar Sinan implantada num local privilegiado na segunda colina de Istambul sobre o Corno Dourado (Chifre de Ouro) foi ordenada pelo sultão Solimão, o Magnífico. A construção foi iniciada em 1550 e terminada em 1557. O complexo ocupa a área do "Eski Saray", o palácio onde funcionava a corte otomana antes de ser transladada para o Palácio de Topkapı.


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Mesquita de Solimão, o Magnífico
O Corno de Ouro, estuário, ou seja, o ambiente aquático transicional entre rio e mar, golfo profundo e protegido, era um porto movimentado durante as eras bizantina e otomana.

As Muralhas de Constantinopla são uma série de muralhas de pedra que rodeavam e protegiam a cidade de Constantinopla(Istambul). Construída inicialmente por Constantino, o Grande, no século IV, as muralhas cercavam a cidade por todos os lados, possuía uma série de torres e fossos, protegia contra ataques marítimos e terrestres, e é considerada uma das maiores fortalezas da Idade Média.

Eram quase inexpugnáveis para qualquer sitiante medieval. Salvaram a cidade, e o Império Bizantino, durante os cercos da coalizão Avar-Sassânida, árabes, russos e búlgaros, entre outros.



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“Por 1.483 anos, a magnífica Hagia Sophia habitou o imaginário de conquistadores dispostos a imprimir nela sua marca. Catedral bizantina e centro do cristianismo ortodoxo, foi brevemente católica, por quase 500 anos uma mesquita e, desde 1935, um museu simbolizando a secularização da Turquia.”

“A igreja, até 1520 a maior do mundo, situa-se no coração simbólico de Istambul —a antiga Constantinopla, joia da coroa da expansão islâmica, que a tomou em 1453.”

“Agora, mais uma pessoa busca entrar em sua linha do tempo: o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que transformou nesta sexta (10) a Santa Sofia, ou Santa Sabedoria (seu nome latino), novamente em uma mesquita.” Igor Gielow, Folha de São Paulo, 10. jul. 2020

 

“A basílica, segundo o historiador Prokopios, foi projetada e erguida pelos renomados arquitetos Isidoros de Mileto e Anthemios de Tralles segundo ordens do Imperador Justiniano I.

Iniciada em 532 a monumental construção foi consagrada no dia 27 de dezembro de 537. Por ordem do imperador, as províncias romanas enviaram colunas, mármore e peças arquitetônicas para que Santa Sofia atingisse seu tamanho. As grandiosas colunas foram enviadas à Istambul de cidades como Éfeso, Tarso, Aspendo, Baalbek e Tarso.

Os mármores brancos usados na estrutura vieram da Ilha de Marmara, o pórfiro verde da Ilha de Eğriboz, os mármores cor-de-rosa de Afyon e o amarelo do Norte de África. Uma peculiaridade interessante é que a estrutura da nave inclui colunas trazidas do Templo de Artemis em Éfeso, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Oito colunas foram trazidas do Egito e suportam as cúpulas. A estrutura tem um total de 104 colunas, 40 na parte inferior e 64 na galeria superior. Sophia é a transcrição fonética para o latim da palavra grega “sabedoria”, o nome completo em grego é a Igreja Santa Sabedoria de Deus.

O templo foi dedicado à Sabedoria Divina e refere-se à incorporação da sabedoria de Deus à segunda pessoa da Santíssima Trindade. Sua festa é celebrada em 25 de dezembro, o aniversário da encarnação do Verbo, o Logos de Deus em Cristo.


De aspecto medieval, o Palácio de Topkapi tem três portas imponentes e ocupa uma área comparável à metade do Principado de Mônaco. Fica num promontório de onde se vê, ao longe, o encontro das águas do estreito de Bósforo com o mar de Mármara -essa é a imagem que o visitante encontra no turístico restaurante Konyali, que fica dentro do palácio.

Reza a lenda que seu construtor, Suleiman, o Magnífico, que chegou às portas de Viena no século 16, inspirou-se nos castelos medievais para edificar, sobre ruínas bizantinas, o palácio de Topkapi, que é importante por seu aspecto arquitetônico e por seu acervo inimaginável. Até ser substituído pelo palácio de Dolmabahçe pelo sultão Abdülmecit, em 1853, o Topkapi foi a morada dos sultões e de outras 4.000 pessoas.

Inaugurado em 1459, o Topkapi foi também o lugar de onde irradiava o poder político do sultão durante quase todo o período em que o Império Otomano regeu os destinos do mundo muçulmano. A sala do conselho, uma visita obrigatória dentro desse museu, abriga divãs --poltronas contra a parede-- onde o poder se reunia.

Quando viajava, em caravanas, o sultão levava suas tendas e, assim, raramente se hospedava nos palácios europeus, até por uma questão de segurança.



“O fausto da corte tinha também ritos muito peculiares. Antes de falar com o sultão, o diplomata ou chefe de Estado de um país estrangeiro deveria esperar até mais de um ano pela audiência... Ainda assim, era proverbial o silêncio durante os encontros: o visitante, que entrava pelas portas e era acompanhado por leões na coleira durante o trajeto, encontrava um sultão que falava invariavelmente por meio de um intérprete.”

“Nos salões, cortinas de seda eram bordadas com pedraria e, do lado de fora, pequenas fontes serviam para que o barulho da água ajudasse na manutenção do sigilo das conversas”

“A vasta coleção de raridades reunidas no Tokapi, que inclui um mapa de 1513 do almirante turco Piri Reis exibindo os contornos da África, da Europa e da América do Sul, porcelanas e cristais europeus, suscita filas infinitas, mas vale a pena ser vista, especialmente no quesito indumentárias e joalheria otomanas.”

“Os trajes imperiais são imensos, como ditava a moda, bordados a ouro e, curiosamente, ainda hoje parecem modernos: os caftãs usados pelo sultão tinham cores vivas e estampas geométricas.”

“Uma adaga de 1741 com cabo constituído por três imensas esmeraldas, relógios complexos que tocam música e revelam as fases lunares, armaduras incrustradas com pedras preciosas e até um diamante de 86 quilates figuram no acervo, que inclui, ainda, um curioso bercinho e troféus alusivos às campanhas militares do sultão Selim, o Cruel, que, entre 1512 e 1520, conquistou o Egito, a Arábia e a Síria.” Silvio Cioffi, editor de Turismo da Folha de S.Paulo



O Prêmio Nobel de Literatura, o turco Orhan Pamuk manifestou apoio aos protestos na Praça Taksim, em Istambul em 2013, cujo estopim foi a decisão governamental de arrasar o parque Gezi. A partir de vigília realizada por sua família, em 1957, contra o corte de uma castanheira, ele evoca momentos afetivos e políticos ligados à praça e à cidade.

“Hoje a praça Taksim é a castanheira de Istambul e deve continuar a sê-lo. Vivo em Istambul há quase 60 anos e não posso imaginar que haja um único morador da cidade que não tenha pelo menos uma recordação vinculada de algum modo à praça.”

“O fato de que mudanças tão significativas na praça e no parque que abrigam as memórias de milhões de pessoas tenham sido planejadas e realizadas até a etapa da derrubada de árvores sem que a população de Istambul tenha sido consultada antes foi um erro grave do governo.”

A grande Praça Taksim está localizada numa região bem central e movimentada da cidade, com estação de metrô, hotéis e restaurantes por perto. É por lá que acontecem as manifestações políticas que frequentam os noticiários e que muitas vezes terminam de forma pouco pacífica.

“Saindo da Praça Taksim em direção à parte antiga da cidade, o melhor caminho é pela rua Istiklal”

“Apesar dos diversos pontos de interesse histórico e dos belíssimos prédios construídos há centenas de anos, a vocação maior desta rua é o comércio. É impressionante a enorme quantidade de lojas e galerias!

"O calçadão abriga desde as grifes mais sofisticadas até as lojas locais, muitas delas dentro de pequenas passagens. Comprei lindos vestidinhos por apenas 30 TL, cerca de 35 reais! Outra marca registrada da Istiklal é o charmoso bondinho de Taksim, que percorre a rua em toda a sua extensão.” Naná Coutinho, publicitária, especializada em Marketing Digital.

A Torre de Gálata, chamada inicialmente Christea Turris (Torre de Cristo), foi construída em 1348 como parte da expansão da colônia genovesa de Constantinopla. Tratava-se da construção mais alta das fortificações que rodeavam a cidadela genovesa de Gálata.



 

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