Philip Glass: uma assinatura própria

Philip Glass, hoje aos 74, é o compositor vivo de música clássica mais famoso dos Estados Unidos. E não só por suas 20 óperas, dez sinfonias e numerosos concertos.

Suas mais de 30 trilhas sonoras para filmes (como "As Horas", de 2002, e "Kundun", de 97) e a parceria com artistas como David Bowie o alçaram ao status de celebridade.


O compositor norte-americano Philip Glass, 74,
que se apresenta emsetembro no Brasil

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"Nunca fiz distinção entre arte erudita e pop. O talento não depende de gênero", disse, em entrevista.

"Em termos de expressão, Paul Simon ou David Bowie são compositores tão importantes como Richard Strauss."

Glass vem ao Brasil apresentar uma de suas mais recentes composições -- uma peça para violino solo que será interpretada pelo jovem e incensado Tim Fain.

Philip Glass & Tim Fain - Heroes

Serão apenas os dois no palco; ao piano, Glass acompanha Fain em outras peças, além de tocar em solo.


Tim Fain, Philip Glass e Stefano Valanzuolo
incontrano il pubblico del Ravello Festival 2011

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Alex Ross, crítico musical da revista "The New Yorker" e autor de "O Resto é Ruído" (publicado no Brasil pela Companhia das Letras) identifica em Glass uma assinatura própria.

Essa marca poderia estar nos arpejos e progressões que remetem ao minimalismo, mas que chegam a assumir contornos hipnóticos.

Ou espirituais, já que o próprio compositor se define como um "judeu-taoísta-hindu-tolteca-budista" --nesta ordem. (Glass é vegetariano desde os 20 e pratica ioga.)

Mas, ainda segundo Ross, existe uma controvérsia com relação à obra de Glass. "Ele escreve mais rápido do que somos capazes de escutá-lo. Ele acabou gerando centenas de obras intercambiáveis. Há pérolas, mas é preciso saber separá-las".

Philip Glass & Ravi Shankar - Channels and Winds

Glass diz compor da hora que acorda até a hora de dormir. "Sempre fiz muito trabalho colaborativo --isso não mudou. Dança, poesia, teatro, artes plásticas. Meu processo tem muito do mundo da performance".

Ele já trabalhou com o encenador Bob Wilson, o poeta Allen Ginsberg e o citarista Ravi Shankar, que coloca como uma de suas principais influências, ao lado da legendária Nadia Boulanger (que foi sua professora) e do compositor moderno John Cage.


Ensaio da peça Fábulas de La Fontaine, sob direção de Bob Wilson
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Renowned French music teacher Nadia Boulanger seated at piano
w. male composition student, as she animatedly
discusses & dissects his composition during her visit
at Southern IL college to critique works by young composition students.

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A obra de Glass vive um ciclo de renascimento. Muitos dos que consideravam esgotado seu potencial criativo a partir dos anos 80 estão enxergando nos seus trabalhos recentes um grau de inovação extraordinário.

Os solos de "Book of Longing", peça baseada em texto de Leonard Cohen, e a atmosfera de "noite sem fim" de sua oitava sinfonia são citados por Ross. Glass reconhece o momento: "Se você já tinha familiaridade com minha música, ela agora se abre para outras portas".

Glass também é conhecido por patrocinar uma entidade de apoio a jovens compositores. "Quem escreve no papel, como eu, está morrendo. Hoje se compõe música no computador. E, como o modo de construir música é diferente, a música será diferente".

Foram muitas as parcerias que Glass já fez no Brasil --a mais recente, com o artista plástico Carlito Carvalhosa.


Glass (à esq.) e Carvalhosa em encontro de música e arte
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No momento, conversa com os mineiros do Uakti para a concepção de um segundo disco conjunto. "A música brasileira é mais desenvolvida que a do resto do mundo, pois une o talento da letra poética com a harmonia musical num único trilho".

Philip Glass and Allen Ginsberg - The Iron Horse

QUANDO 10/9, em Olinda; 13/9 e 14/9, em São Paulo
ONDE Igreja da Sé (Olinda) e Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, s/nº; tel 0/xx/11/3223-3966)
QUANTO de R$ 90 a R$ 290
CLASSIFICAÇÃO livre

Fontes: Morris Kachani de Sao Paulo; http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/966158-philip-glass-traz-ao-brasil-nova-fronteira-de-sua-obra.shtml

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