M A D R I D

Madrid, cidade atravessada pelo rio Manzanares, é a capital da Espanha e está situada no centro da Península Ibérica, a 660 metros de altitude. A cidade possui duas ruas principais, a Gran Via e o Paseo de La Castellana. Tradicional, dinâmica e moderna, possui em torno de 3 milhões de habitantes.

História

Dados arqueológicos indicam a presença humana na região da Madrid atual desde o Paleolítico. Jazigos encontrados nos terraços do rio Manzanares e em locais como Ciempozuelos remontam ao Neolítico e às Idades do Bronze e do Ferro.

Uma povoação foi fundada por um clã de etnia céltica junto de uma passagem ou arroio do Manzanares, num esplêndido campo que segundo os autores espanhóis fazia lembrar o Paraíso bíblico.

Ainda hoje em marcos paisagísticos próximos a capital espanhola pode-se contemplar várzeas cultivadas com cereal, oliveira e videira; espaços onde ainda se conservam alguns testemunhos da vocação agropecuária que outrora tiveram estas terras.


Sierra Norte Madrid
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Os celtas empregavam o termo magos como denominação de “campo”, tema que foi alargando o seu âmbito semântico até envolver o sentido de “mercado”. Magos é o primeiro tema incorporado no topônimo Madrid, sendo o segundo o nome ritum, com o qual os celtas designavam os locais de passagem dos cursos fluviais. Magos e ritum são os temas originais constitutivos do topónimo Madrid. O Magoritum celta metaplasmou-se na voz mourisca Magerit que a prosódia árabe fonetizou Madjerit, de que advieram as formas Madridt e Madrid.

Aos celtas sucederam os romanos na dominação do Magoritum castrejo, e deram-lhe então o nome de Osoria, corrompido Ursaria, por haverem ursos em abundância nestas terras e, sobretudo, por os habitantes do castro terem se defendido dos sitiantes “como ferozes ursos guerreiros”.

Na idade média os visigodos como os romanos, centraram a sua vida social em Osoria, próxima a Madrid de hoje, que a tem em sua vizinhança, agora com outra designação: Alcalá de Henares (declarada património da humanidade pela UNESCO em 1998).


Sierra Guadarrama ao norte de Madrid
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Após entrarem na Península Ibérica, em 711, os árabes não ocuparam as terras inóspitas ao norte da Sierra de Guadarrama, mas estabeleceram uma fronteira acompanhando mais ou menos a antiga estrada romana que ligava Mérida, Toledo e Saragossa. O qasr (palavra incorporada ao espanhol como Alcázar) – o forte original de Madrid – foi uma das várias torres de observação construídas ao norte dessa linha.

O rochedo acidentado em que foi erigida, onde hoje fica o Palácio Real, era ideal, já que dali se avistavam os principais vias ao sul de Guadarrama.

Em torno de 865, os árabes sob o domínio do califa Muhammad I, quinto emir de Córdoba e filho de Abderramán II, construíram um palácio próximo ao Alcázar na colina sobre a margem esquerda do Rio Manzanares, e foi quando Madrid tomou a feição de verdadeira cidade numa sociedade mais pastoril que sedentária. O seu nome passou a soar nas vozes mouriscas Magerit, com as suas variantes Madjerit, Mageridum, Magritum, Matritum, Mayrit, etc.


The Islamic West 7th-15th Centuries AD
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Mayrit, com uma cidadela exterior, possuía uma muralha oriental onde hoje é a Calle Factor, e uma torre mais larga, ou medina, limitada pela Plaza de la Villa e a Calle Segovia. Um trecho do muro, a Muralla Arabe em Cuesta de la Vega, e as ruínas próximas ao Palacio Real são os únicos resquícios da Madrid muçulmana encontradas na cidade moderna.

Mayrit foi atacada pelos exércitos cristãos em 932 e 1047, e, em torno de 970, foi usada pelo grande ministro de Córdoba, Al-Mansur, como base para suas famosas “cem campanhas contra o norte”. No século 11, sua população era de cerca de 7 mil pessoas, entre as quais Abul-Qasim Maslama, matemático, astrônomo e tradutor de literatura grega, com experiências em magia.

No final desse século o Califado de Córdoba se desintegrou em vários pequenos principados chamados taifas, e Mayrit se tornou parte do Emirado de Toledo. Em 1086, Alfonso VI de Castela aproveitou-se disso para conquistar Toledo, e, junto com ela, Madrid. A mesquita principal da cidade foi transformada na Igreja de Santa María de la Almudena, que sobreviveria até o século 19. Por muitos anos, porém, Madrid permaneceria na linha de frente. Em 1109 ela foi cercada mais uma vez, por um exército mourisco, que acampou sob o Alcázar, no local que se tornou conhecido como Campo del Moro. Uma nova muralha foi construída, cercando a área entre Alcázar e Plaza Isabel II, Plaza San Miguel e Plaza Humilladero.

A Madrid cristã era uma cidade essencialmente rural com grandes construções religiosas, como o Convento de San Francisco – a Igreja de San Francisco el Grande, supostamente fundada pelo próprio santo em 1217, e que ainda está de pé.


Igreja de San Francisco el Grande
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Contudo, Madrid ainda não era inteiramente cristã. Muitos muçulmanos, conhecidos como mudéjares, permaneceram nas áreas reconquistadas, onde mantinham suas leis e sua religião e eram estimados pelos monarcas castelhanos por seu talento como construtores – o que pode ser visto nas torres de San Nicolás de los Servitas e de San Pedro el Viejo. Em Madrid, eles foram confinados à área conhecida como Morería. A Madrid medieval também tinha uma população judaica, concentrada fora das muralhas, em Lavapiés.

No século 14, a cidade finalmente começou a desempenhar um papel de destaque nos negócios de Castela. Em 1309, as Cortes (Parlamento) encontraram-se ali pela primeira vez. A Castela medieval não tinha uma capital determinada: as Cortes seguiam o rei ao longo do país e se reuniam em diferentes locais, sem regularidade alguma. Nos séculos 14 e 15, Castela foi varrida por uma série de revoltas sociais e guerras civis entre monarcas, nobres e membros da família real que rivalizavam pelo trono. Nesse cenário, Madrid começou a ganhar popularidade como residência real, mais um local de refúgio do que um centro de poder.

A instabilidade política não impediu o substancial crescimento econômico de Castela no século 15, e Madrid tornou-se, pela primeira vez, um centro comercial relativamente próspero. O comércio já não cabia no antigo mercado da Plaza de la Villa, e, na década de 1460, em uma área a leste da muralha do século 12, foi construído um novo mercado, que daria origem à Plaza Mayor. Uma nova muralha foi erguida, não para defesa, mas para a cobrança de impostos de quem vivia nas novas partes da cidade. A entrada leste era um novo portão, a Puerta del Sol.

Em 11 de maio de 1561, a pequena aristocracia que dirigia a cidade recebeu uma carta do rei Filipe II alertando que a Casa Real e suas centenas de freqüentadores em breve viriam. Os nobres imediatamente acorreram às cidades vizinhas para comprar comida, usando o dinheiro reservado para a festa de Corpus Christi. Ninguém se deu conta, porém, de que as visitas se estabeleceriam em Madrid para sempre.


Isabel de Valois, a terceira esposa do rei Filipe II de Espanha
oil on canvas, Museo del Prado - Madrid
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Além disso, na década de 1540, Carlos V introduziu os rituais do Estado borgonhês na Corte de Castela, até então relativamente informal. Cada aparição do monarca seguia um cerimonial, com uma etiqueta que se tornava cada vez mais elaborada conforme se sucediam as gerações e os Habsburgo ampliavam a idéia de sua própria grandeza. O número de servos cresceu rapidamente, tornando impraticável a Corte itinerante. Madrid – que durante séculos seria tratada pelos espanhóis como “La Corte”, e nunca como cidade, o que de fato ainda não era – seria uma capital criada pela monarquia, pura expressão do poder real.

A notória religiosidade real era demonstrada pela doação de casas para ordens religiosas, como as Descalzas Reales. Filipe II fundou 17 conventos e monastérios em Madrid; Filipe III, 14; e Filipe IV, mais 17 – até o século 19, eles cobririam um terço da cidade. Uma muralha mais ampla foi construída em 1566, e a Puente de Segovia, na década de 1580.


Monasterio de las Descalzas Reales
The convent is located right in the heart of Madrid
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O estabelecimento da Corte e da aristocracia em Madrid – os grandes centros de consumo e patronato – atraiu pessoas da Espanha e do exterior. A população saltou de menos de 20 mil em 1561 para 55 mil em 1584 e quase 85 mil em 1600. As construções, porém, não cresciam no mesmo ritmo. Um decreto-lei previa que, em qualquer casa com mais de um andar, o piso superior poderia ser requisitado pelos membros da Corte; em resposta, as pessoas construíam casas térreas, e muito da nova Madrid cresceu como uma massa de prédios baixos e precários.

Uma das principais características da Espanha durante seu “Século Dourado” foi intensa fé católica. Mas também foi a era dourada do pícaro, o sujeito oportunista que vivia de sua perspicácia, como mostram muitos romances picarescos da época. Em uma sociedade que valorizava a aristocracia, o status e o serviço público ou militar em detrimento das atividades produtivas, e onde a economia real estava minguando rapidamente, o número de pícaros naturalmente se multiplicou.

O paraíso dos pícaros era Madrid, onde ex-soldados, camponeses sem-terra e vagabundos poderiam encontrar mais facilmente um ganha-pão, como criados ou guarda-costas ou jogando, tornando-se cafetões, roubando etc. O grande poeta e satírico Quevedo escreveu um livro inteiro catalogando as variedades das classes baixas de Madrid e como elas obtinham seu sustento.


Lazarillo de Tormes and The Swindler: Two Spanish Picaresque Novels
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Na cidade, havia também grandes contingentes de miseráveis, que viviam da caridade das diversas entidades religiosas. Essa população inconstante obviamente precisava de entretenimento. Um era o teatro, foco da extraordinária vitalidade literária da cidade. Havia também festas e cerimônias reais, e mesmo os estrangeiros que reclamavam da lama e do fedor que havia naquela época se impressionavam com a variedade de luxos que encontravam em Madrid, de renda italiana a peixe fresco, trazido congelado da costa basca.

Pompa e Circunstância

Foi depois de Madrid ter sido definitivamente elevada a capital, na curta declaração de Filipe III Sólo Madrid es Corte (Apenas Madrid é a Corte), que algo começou a ser feito para lhe dar a aparência de cidade grande. A Plaza Mayor foi concluída em 1619, seguida pelo Ayuntamiento (prefeitura) e o palácio Buen Retiro. A aristocracia também começou a construir palácios assim que foi assegurada de que não teria que se mudar novamente, e elaboradas igrejas barrocas foram erguidas.

A Plaza Mayor foi a grande arena da Madrid dos Habsburgo. Com capacidade para receber um terço da população da época, era o local de cerimônias públicas, touradas, execuções, autos da fé (a condenação de hereges), simulações de batalhas, apresentações circenses e carnavais, além de funcionar como mercado de rua.


Auto-da-fe on Plaza Mayor, Madrid - Francisco Rizi - Historical Painting Art
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A Madrid dos Habsburgo funcionava como um enorme teatro em que a monarquia podia se exibir para seus súditos e para o mundo. As propriedades reais ficavam em ambos os lados, determinando a forma da cidade e seu peculiar padrão de crescimento norte-sul. Anualmente, acontecia um cortejo real, com paradas para cerimônias na Plaza Mayor e para missas especiais em várias igrejas. Para a ocasião, os prédios eram enfeitados com guirlandas e arcos temporários, erguidos ao longo da via com decoração extravagante, elogiando as virtudes da dinastia.

A opulência da Corte atraía mais pessoas para a cidade e, por volta de 1630, Madrid atingiu seu tamanho máximo sob os Habsburgo, chegando a possivelmente cerca de 170 mil habitantes. Em 1656, ganhou sua quinta e última muralha, envolvendo a área hoje chamada de ‘cidade velha’, estabelecendo os limites que teria nos 200 anos seguintes.

No século 18, os moradores comuns das cidades européias ficaram muito parecidos entre si, vestindo mais ou menos os mesmos chapéus de três pontas, calças até os joelhos e toucas de pano. Mas não em Madrid, onde o século foi a era dos majos e majas. Um majo vestia camisa bordada, casaco curto fechado por botões e rede no cabelo e carregava uma faca. As majas usavam saia até a panturrilha, com várias anáguas, meias cor de pérola, corpete bordado e cabelos trançados, além de uma dramática mantilha de renda. A maioria deles vivia em Lavapiés, ganhando a vida como cocheiros, alfaiates, cigarreiros ou mercadores. As majas eram conhecidas por sua perspicácia, graça e ferocidade verbal.


El Majo de La Guitarra (1780) Goya - Museo del Prado
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Madrid dos Bourbon

Filipe V (1700-46), primeiro rei Bourbon da Espanha, subiu ao trono em 1714, depois da Guerra de Sucessão Espanhola. Ele era neto de Luís XIV da França.

O rei francês trouxe consigo algumas inovações. Criado em Versalhes, ele e sua segunda esposa, a italiana Elisabetta Farnese, não se impressionaram com os lúgubres palácios Habsburgo e construíram sua própria villa franco-italiana em La Granja. Eles não lamentaram quando um incêndio destruiu totalmente o Alcázar, em 1734, e um novo Palácio Real foi encomendado a arquitetos italianos. Filipe V e seu administrador de Madrid, o Marquês de Vadillo, encomendaram também muitos prédios a um arquiteto local, Pedro de Ribera.


The throne room. The decor for this room dates to Charles III
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Um dos sucessores de Felipe, Carlos III. mais que qualquer de seus antecessores, decidiu melhorar a cidade, tornando-se conhecido como o rei-alcalde (‘rei-prefeito’) de Madrid. decidiu acabar com a lama do inverno, a poeira sufocante do verão e o mau cheiro constante. Um decreto de 1761 proibiu o despejo de esgoto nas ruas, e o engenheiro-arquiteto de Carlos, Francesco Sabatini, começou a construir uma rede de esgotos e iluminação pública. Vários prédios foram construídos, entre os quais a Casa de Correos em Puerta del Sol e a Puerta de Alcalá.

O maior projeto do rei foi o Paseo del Prado. Ele mandou expedições científicas a todos os cantos de seu Império e planejava reunir todas as variedades de frutas em um Museu de Ciência Natural – hoje, o Museo del Prado – e em seu Jardim Botânico anexo.

Meio século depois do rei alcaide, após um período de muitas disputas internas, guerras, caos político e social, Napoleão nomeou seu irmão, José Bonaparte, rei da Espanha. Em Madrid, ele tentou implementar melhorias, entre elas algumas praças como a Plaza de Oriente e a Plaza Santa Ana. Porém, isso não diminuiu a animosidade em torno dele. Em 1812, o Duque de Wellington e seu exército chegaram para tomar a cidade, em uma batalha que destruiu boa parte do palácio do Retiro.


Francisco de Goya, El Tres de Mayo, 1814 (Museu do Prado, Madrid)
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O impacto desse levante contra os franceses iniciou um período de instabilidade que persistiu até 1874 – na verdade, pode-se dizer que a instabilidade só terminou de fato com a morte de Franco, em 1975. A Espanha se fechou sobre seus problemas internos, com conflitos entre conservadores, reformistas, revolucionários e outras facções.
Nos anos seguintes, a política espanhola foi uma gangorra, já que facções conservadoras e liberais disputavam o poder, com os carlistas ocasionalmente ameaçando os portões. Madrid era o grande centro para os aspirantes a políticos, e os problemas da Espanha eram discutidos interminavelmente em seus salões e novos cafés, que se multiplicaram muito nessa fase.

Essa instabilidade política não significava que a vida em Madrid era caótica. Visitantes no início dos anos 1830 encontravam um lugar pacato, que parecia parado no tempo. Conventos e palácios ainda ocupavam cerca de metade da cidade. Foi nessa época que a Espanha adquiriu sua aura romântica. Um número cada vez maior de estrangeiros visitava o país, atraídos por suas características atemporais e exóticas. Um deles foi o escritor francês Prosper Mérimée, que, em 1845, escreveu seu romance Carmen, depois musicado por Bizet.

A década de 1830, porém, presenciou a principal mudança do século em Madrid. Em 1836, o ministro liberal Mendizábal introduziu sua lei de Desamortización, que dissolveu a maioria dos monastérios da Espanha. Em Madrid, a igreja perdeu mais de mil propriedades. A maioria foi demolida rapidamente e uma área enorme ficou disponível para venda e novas construções

Alguns reformadores urbanos viram nisso uma oportunidade para construir largas avenidas. Dos projetos, o mais importante foi a reconstrução da Puerta del Sol, de 1854 a 1862. Porém, a maioria dos beneficiados pela Desamortización não tinha capital para desenvolver grandes projetos, os bairros da velha Madrid ganharam a aparência que tem até hoje, com um grande número de blocos residenciais.


Puerta del Sol (1860). Al fondo, la fachada del Hotel París,
con sus puertas de acceso al Café de la Montaña.
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Em 1851, Madrid ganhou sua primeira ferrovia, em direção a Aranjuez e com um trecho que margeava a costa do Mediterrâneo. As ferrovias transformariam as relações de Madrid com o resto do país. Igualmente importante foi a conclusão do Canal de Isabel II, que trazia água de Guadarrama, em 1858. O abastecimento de água na capital, ainda parcialmente dependente dos canais mouros, era inadequado havia anos. O canal, inaugurado com um grande esguicho de água na Calle San Bernardo, removeu um dos obstáculos ao crescimento da cidade.


Panorámica de Madrid desde la Pradera de San Isidro (1875)
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A população de Madrid era então de mais de 300 mil pessoas. A cidade aos poucos foi saindo de suas muralhas e, em 1860, foi aprovado um plano de Carlos María de Castro para a extensão de Madrid, segundo um padrão ordenado para o norte e o leste.
No final da década de 1870, a riqueza de Madrid criou um boom imobiliário. A população finalmente parou de relutar em deixar a cidade velha, e o bairro de Salamanca se tornou o novo centro da moda. A maioria dos novos prédios de apartamentos não tinha elevadores, que só chegaram a Madrid em 1874. Nas primeiras construções, os andares superiores eram mais baratos, de modo que ricos e pobres muitas vezes continuavam a viver lado a lado. Com os elevadores, porém, um andar superior passou a ser tão desejável quanto o primeiro, pondo fim a essa convivência de classes.


Calle de Toledo (1890)
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O governo e as instituições oficiais também começaram novas construções. O Banco de España, a Bolsa e a maior parte das estações de trem são criações da década de 1880. Na época, a classe média de Madrid cresceu muito e a cidade atraía também intelectuais de todo o país.

Ao mesmo tempo, Madrid recebia um fluxo de migrantes pobres da Espanha rural, com mais de 200 mil chegadas entre 1874 e 1900.

Cidade sem Limites

A repentina expansão econômica deveu-se a três fatores principais. Um, ironicamente, foi a perda das colônias, que fez com que grandes quantidades de capital retornassem ao país. Mais importante foi a Primeira Guerra Mundial, que trouxe oportunidades inauditas para a neutra Espanha no fornecimento de bens aos Aliados. Depois, em meio ao crescimento mundial dos anos 1920, a Espanha se beneficiou largamente de investimentos estrangeiros.


Construction of Telefónica’s building on Gran Vía, Madrid (1926-1929)
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Outra inovação fundamental foi a eletricidade. Os bondes da cidade foram eletrificados em 1898, e a primeira linha de metrô, entre Sol e Cuatro Caminos, inaugurada em 1919.

A segunda República Espanhola nasceu em meio a muito otimismo, reunindo esperanças frustradas durante décadas. Entre os muitos projetos do primeiro governo, uma coalizão republicana-socialista, havia um plano para Madrid, chamado Gran Madrid, que pretendia integrar as novas e vastas áreas em torno da cidade.


Paseo Castellana
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Uma parte importante do projeto foi a extensão da Castellana, então bloqueada por uma pista de corridas sobre a Calle Joaquín Costa. A pista foi demolida e a Castellana pôde serpentear em direção ao norte, formando um dos traços mais característicos da cidade moderna.

O último trecho da Gran Vía, de Callao à Plaza de España, também foi concluído durante a República, abrigando a melhor arquitetura art déco de Madrid.


António Ordoñez, el matador de Ronda
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Alguns anos depois os partidos de esquerda foram vítimas de uma onda de repressão, o que radicalizou ainda mais seus apoiadores.

Um governo republicano liberal assumiu o poder, presidido por Manuel Azaña. No entanto, o nível de polarização e de ódio no país estava fugindo do controle. A inclinação para o extremismo era alimentada pelo espírito da época, quando o Nazismo, o Fascismo italiano e o Comunismo soviético apareciam como os mais dinâmicos modelos internacionais. Políticos de direita apelavam abertamente ao Exército para que salvasse o país.

Em 18 de julho de 1936, alguns generais iniciaram levantes em toda a Espanha, enquanto aeronaves alemãs e italianas transportavam o Exército colonial de Franco do Marrocos para a Andaluzia. Em Madrid, as tropas não conseguiram tomar a cidade e se entrincheiraram no quartel de Montaña, onde hoje se localiza o Parque del Oeste.

Madrid passou por uma revolução. Entre os militantes de esquerda, o clima era de êxtase: fábricas, escolas, o sistema de transportes e outros serviços públicos foram tomados, e, apesar de o governo não ter sido derrubado, tinha pouco poder de fato. Milícias locais e patrulhas eram o único poder nas ruas, e, em meio à paranóia e ao ódio que eram o outro lado da excitação revolucionária, execuções sumárias de supostos direitistas eram comuns.

05 Oct 1936, Madrid, Spain --- Spain forms a Lenin battalion...The Communist salute is given by these members of the newly-formed Lenin battalion in Lenin barrack square here. The battalion was formed by volunteers from villages near Madrid, and its members were sent to the front to fight the advance of the rebel armies. --- Image by © Bettmann/C ORBIS

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Em 9 de novembro, os primeiros voluntários estrangeiros, as Brigadas Internacionais, chegaram, levantando o moral. Madrid se tornou a linha de frente da democracia internacional. Depois de lutar ferozmente, Franco avançou para Madrid, no final 1936.
A cidade era regularmente bombardeada pela artilharia, que tomou seu lugar na Gran Vía, a ‘avenida dos morteiros’.

As pessoas se adaptaram à situação. Elas podiam ir à guerra de bonde e combatentes almoçavam ao longo da Gran Vía. Os direitistas quase não atacavam depois dos primeiros meses. O cerco, porém, enfraqueceu o espírito de novembro de 1936. A carestia foi intensa; o rigoroso inverno de 1937-8 foi particularmente terrível, quando portas e móveis tiveram de ser queimados como combustível.

Franco sobressaiu e Madrid saiu da guerra civil física e psicologicamente esgotada. Em toda a cidade, centenas de prédios estavam em ruínas.

06 Apr 1939, Madrid, Spain --- Madrid: Cheers For Franco's Forces. Young and old alike give the Nationalis?t salute to this tank crew of General Franco's forces when they arrived in Madrid after the white flag of surrender had been raised by the loyalist. Image by © Bettmann/C.O

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Madrid dos anos 1940 era a sombria antítese da cidade expansiva e animada de dez anos antes. Muitos madrilenos perderam alguém próximo para as bombas, balas, fuzilamentos ou campos de prisioneiros. Em vez de arte e literatura, o mercado negro dominou a conversa nos cafés, e as personalidades dos anos anteriores estavam, em sua maioria, no exílio.

A economia estava em estado desesperador e a Espanha entrou em um período de extrema miséria, os años del hambre (‘anos da fome’); muitos se lembram de não ter comido adequadamente durante dez anos a partir de 1936. A pobreza também levou ao fenômeno que mais tarde daria a cara da Madrid pós-guerra: migração massiva das províncias rurais espanholas.

O plano de estabilização nacional, de 1959, renasceu Madrid para o turismo e Madrid triplicou de tamanho com o novo crescimento de sua notoriedade.

Real Madrid CF 2-0 ACF Fiorentina. An Alfredo di Stéfano penalty and a goal from Francisco 'Paco' Gento saw Real Madrid CF pick up the European Champion Clubs' Cup for a second time, this time from General Franco at their own Santiago Bernabéu Stadium.

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De um de pouco mais de meio milhão de habitantes na virada do século, e 950 mil em 1930, a cidade passou à marca dos 2 milhões em 1970.

O final dos anos 1970 e o início dos 1980 viram a chegada da democracia e da liberdade de expressão, o abrandamento da legislação antidrogas e a quebra de tabus sexuais. Impulsos de criatividade longamente reprimidos vieram à tona. A Madrid compulsoriamente estagnada dos anos anteriores deu lugar a uma cidade viva e pulsante: uma explosão de arte, contracultura e vida noturna, criatividade e frivolidade, conhecida como Movida.

After Franco’s death Spain experiences a rebirth and an explosion of libertine culture. Punk influenced bands such as Nacha Pop, Radio Futura and Kaka de Luxe rocked all night bars whilst director Pedro Almodovar captured the zeitgeist on screen. This period was known as ‘La Movida Madrileña’ and Madrid was the centre of it all.

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Os socialistas aproveitaram o controle da prefeitura de Madrid – comandada por Tierno Galván – para renovar a infra-estrutura da cidade, com reformas em parques e praças. O prefeito também deu apoio inédito a causas progressistas e às artes, lançando vários festivais.

Rolling Stones in Madrid 2007

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Turismo

Madrid tem uma vasta seleção de museus, parques, monumentos e prédios históricos, atrações culturais e belezas naturais. É o lugar para conhecer a "Guernica" de Picasso, para passear por suas praças e avenidas largas, para parar num café e pedir churros y chocolate. Ponto de convergência de diferentes culturas, a cidade tem todas as características de uma grande metrópole, regada com o charme latino de um povo que faz siesta durante o dia e onde a vida noturna vai da meia-noite ao meio-dia.

A cidade é cheia de bequinhos e ruelas onde restaurantes e botecos conservam suas fachadas pintadas com imagens e personagens da época das Grandes Navegações. Artistas de rua estão por todos os lados, inundando a cidade de música, performance, imagens e cores.

Madrid foi em 2010 a quarta cidade européia mais visitada, e a primeira na Espanha; recebendo sete milhões de turistas.

Dinâmica, moderna, percorrer as ruas da capital castellana é descobrir uma arquitetura notável, com prédios e monumentos imponentes espalhados por todo lado. Os elegantes madrilenhos são muito orgulhosos de sua antiga cidade.

A diversidade de comércio de vários tipos se mistura ao longo das ruas mais disputadas por turistas e moradores.

 


Mapa Madrid
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Mapa Madrid
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Mapa Metro Madrid
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Casa de Campo

A Casa de Campo é o maior parque público do município de Madrid. Está situado na vertente mais ocidental da cidade, no bairro de Casa de Campo (distrito de Moncloa-Aravaca). A sul está o distrito de Latina e a oeste está o município de Pozuelo de Alarcón. O parque tem uma áre a de 17,22 km² e é contíguo ao parque está o Monte del Pardo.

A Casa de Campo era uma propriedade da Coroa Espanhola, formada a partir do Palácio dos Vargas, servindo de couto de caça da realeza. Após a proclamação da Segunda República, o parque foi cedido pelo Estado à cidade e aos seus habitantes, ficando desta forma aberto ao público.


Casa de Campo Madrid
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Palacio Real desde el Campo del Moro

De inspiração neoclássica , o edifício do palácio é uma das mais majestosas edificações da cidade e situa-se sobre as ruínas daquilo que foi o Alcazár de Madri(ponto inicial da cidade), destruído por um incêndio em 1734. Construído para impressionar, no alto de uma colina sobre o Rio Manzanares, inaugurado em 1764, sob o reinado de Carlos III (1759 a 1788), o palácio foi desenhado por um arquiteto italiano.O Palácio Real de Madrid é o maior de toda a Europa Ocidental, ocupando uma extensão de 135 000 m². O Rei Juan Carlos mora no Palácio de Zarzuela, mais modesto, nos arredores da cidade. O palácio real é usado hoje em cerimônias oficiais.

Nas diferentes salas encontram-se diferentes estilos decorativos – do austero neoclássico ao exuberante rococó - e obras de arte de Velázquez, El Greco, Goya, Rubens e Tiepolo. A coleção de tapetes é a mais importante da Europa.

Perto do Rio Manzanares e junto ao Palácio Real, estão os jardins do Campo del Moro. Nesta região onde está o jardim esteve situado um acampamento mouro que pretendia conquistar a cidade no século XII, daí o seu nome


Madrid. Palacio Real desde el Campo del Moro
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A Catedral de La Almudena

A Catedral Almudena é um complemento ao Palácio Real. Tem 102 metros de comprimento e 73 de altura; a sua arquitetura é uma mistura de vários estilos: neoclássico no exterior, neogótico no interior e neorromânico na cripta. Levou 110 anos para ser construida. É feita em pedra de Novelda (Alicante) e granito proviniente de Colmenar Viejo (Madrid).


Catedral de la Almudena
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Catedral de la Almudena
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Templo de Debod

Pequeno templo egípcio construído entre os séculos II ou III A.C. Havendo a necessidade da construção de uma represa em Aswan, foram desmontados todos os templos que existiam na região. Após muitos translados, o governo egípcio resolveu em 1968 presentear os espanhóis com o templo de Debod, em reconhecimento a ajuda que tiveram de muitos de seus engenheiros que trabalharam no projeto da represa.

Na época do seu esplendor máximo, para além da capela principal (dedicada à deusa Isis), possuía duas muralhas que o circundavam das quais apenas restam os pilares das portas. Actualmente converteu-se num dos símbolos da capital espanhola e num lugar mágico para ver o pôr-do-sol.


Templo de Debod
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Basílica de San Francisco el Grande

É uma das principais Igrejas de Madrid, teve sua obra iniciada no séc. XIII com o convento de São Francisco de Assis. É considerada uma das construções mais antigas da cidade. Sua cúpula possui 33m de diâmetro.


Basílica de San Francisco el Grande
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La Plaza de Oriente

A La Plaza de Oriente está situada no centro histórico ao lado do Palácio Real. Se trata de uma praça retangular de cabeceira curvada, de carater monumental, cujo trabalho definitivo responde a um desenho de 1844 de Nasciso Pascual y Colomer, autor de vários projetos anteriores. Seu principal impulsionador foi o rei Jose I que ordenou a demolição das casas medievais situadas próximas ao seu palácio.

A praça possui diferente jardins histórico-artísticos e uma coleção de esculturas na qual se destaca a efígie de Felipe IV, obra do séc. XVII de Pietro Tacca.


La Plaza de Oriente
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Teatro Real

Após trinta e dois anos de planejamento e construção, uma Ordem Real decretou, em 7 de Maio de 1850, a construção imediata do Teatro do Oriente, e a construção foi completa cinco meses depois. A casa, localizada em frente ao Palácio Real, a casa oficial da Realeza, foi finalmente inaugurado em 19 de Novembro de 1850, com a performance de La Favorite, de Gaetano Donizetti. Em 1863, Giuseppe Verdi visitou o teatro, com a première espanhola de La Forza del Destino. Em 1925, os Balés Russos de Sergei Diaghilev apresentaram-se no teatro, com a presença de Vaslav Nijinsky e Igor Stravinsky .


Teatro Real
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Modern décor, Madrid
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La Puerta del Sol

A Puerta del Sol foi no séc. XV um dos acessos antigos a vila medieval de Madrid. Contemplada pelo sol é um lugar de reunião típico e um dos centros históricos da cidade, e mesmo do país, já que efetivamente está ali o "Km 0" das estradas nacionais. Ali também são realizadas as grandes celebrações de Ano Novo.


La Puerta del Sol
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City skyline looking southwest over the Banco Espanha

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Gran Via

Gran Vía é uma das principais ruas da cidade. Começa na calle de Alcalá e termina na Plaza de España. É uma importante área comercial, turística e de lazer, com os seus muitos cinemas, alguns foram fechados para darem lugar a teatros para musicais, motivo pelo qual a Gran Vía, no espaço compreendido entre a Plaza del Callao e a Plaza de España, é conhecido como a "Broadway madrilena".


Gran Via, Madrid
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Gran Via, Madrid
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La Plaza Mayor

A Plaza Mayor ("Praça Maior") situa-se no centro da cidade de Madrid a poucos metros da Porta do Sol e da Plaza de la Villa.

É uma praça retangular, rodeada de todos os lados de edifícios de três pisos. Tem 129 metros de comprimento e 94 de largura. Existem ao todo 237 varandas ao longo de toda a praça. O pórtico mais conhecido é o Arco de Cuchilleros, na esquina sudoeste da praça. Ao centro, no lado norte, ergue-sea Casa de la Panadería e á sua frente, no lado sul, a 'Casa de la Carnicería. Debaixo dos pórticos, nas suas arcadas, estão estabelecidas lojas tradicionais, constituindo um dos pontos turísticos de maior relevo na capital.

A origens da praça remontam ao século XV, quando na confluência dos caminhos que ligavam Toledo a Atocha, fora da cidade medieval, estava a Plaza del Arrabal, o mercado principal da vila, tendo sido construída um primeiro edifício portificado para regular o comércio da zona.

Em 1580, depois de ter transferido as cortes para Madrid em 1561, Filipe II encarregou Juan de Herrera de remodelar a praça.


The Plaza Mayor
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The Plaza Mayor
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La Plaza de Cibeles

A praça de Cibeles (Plaza de Cibeles) é um dos mais famosos locais de Madrid, em parte pela beleza escultórica da Fonte de Cibeles que decora a praça e em parte pela animação das multidões que a invadem sempre que o Real Madrid obtém mais um triunfo futebolístico.

A Fonte de Cibeles, de 1782, com três tanques sobrepostos, é coroada por uma escultura representando a deusa Cibele, mãe da vida e da fertilidade, no seu carro puxado por dois leões. Além de se encontrar no cruzamento de algumas das mais importantes vias madrilenas, possui edifícios de grande interesse, como o Palácio das Comunicações.


Laz Plaza de Cibeles
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Laz Plaza de Cibeles
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Paseo de la Castellana

O Paseo de la Castellana, também chamado de Castellana, é uma das principais e mais largas avenidas de Madrid. Tem atualmente seis faixas de rodagem centrais e mais quatro laterais. Percorre a cidade desde a Plaza de Colón, e segue para norte até à Plaza de Castilla. No extremo sul liga-se ao Paseo de Recoletos, que por sua vez se une ao a junto ao Paseo del Prado (estes dos últimos são muitas vezes incluídos no Paseo de la Castellana, dizendo-se desta forma que a Castellana); estas três vias formam um eixo importante que percorre a cidade de norte a sul. É também ao longo do Paseo de la Castellana que se erguem os muitos edifícios do complexo financeiro de AZCA, o mais importante da cidade, e também, o recente complexo das Torres Business Area.


Paseo de la Castellana, Madrid
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Museu do Prado

O Museu do Prado é o mais importante museu da Espanha e um dos mais importantes do Mundo. Seu acervo possui inúmeras e valiosíssimas coleções, entre elas, a de pintura e escultura.

A coleção de pintura é bastante completa e complexa, com obras-primas de pintura espanhola, francesa, flamenga, alemã e italiana.

Bela e interessante, a coleção de pintura francesa deriva das relações hispano-francesas no século XVII e das aquisições de alguns reis e nobres espanhóis, como Filipe IV e Filipe V. Esta reúne obras de pintores como Nicolas Poussin e Claude Lorrain, bem como de Van Loo e de Antoine Watteau.


Vista aérea del Museo del Prado. EFE/Archivo
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A coleção de pintura espanhola é a mais importante do museu. Obedecendo a um critério cronológico, o Prado expõe desde os murais românicos do século XII à produção de Francisco Goya. Esta coleção alberga obras dos maiores pintores espanhóis, como José de Ribera, José de Madrazo y Agudo, Esteban Murillo, Velázquez e Goya. ( Arte: Goya )

O fato de os Países Baixos terem integrado o grande império espanhol, durante o chamado "El siglo de oro", explica a riqueza da coleção da escola flamenga. A coleção possui quadros de Hieronymus Bosch, Dirck Bouts e Hans Memling, tal como de Rubens, Adriaan Isenbrant, Rembrandt, Anthony van Dyck e Brueghel.

Reduzida em número, mas de grande qualidade, a coleção de pintura alemã inclui obras do século XVI ao século XVIII, dedicando diversas salas as pinturas capitais de Albrecht Dürer, Lucas Cranach, Hans Baldung e Anton Raphael Mengs.

Com dezesseis salas dedicadas à sua exposição, a seção de pintura italiana possui obras desde a Baixa Renascença até ao século XVIII, reunindo pinturas de mestres como Fra Angelico, Melozzo da Forlì, Andrea Mantegna, Botticelli, Tiepolo e Giaquinto. Para além destes, pode-se observar excelsas obras de Ticiano, Tintoretto, Veronèse, Bassano, Caravaggio e Gentileschi.


Museo del Prado
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Parque del Retiro

O Retiro é o parque mais famoso de Madri e está instalado na cidade desde 1630. Com uma extensão de 118 hectares, conta com 11 zonas de jogos infantis, fontes e estátuas. Além disso, pode-se praticar diversas atividades, como dar passeios de barco pelo Estanque Grande (Lago Grande), ouvir músicos, cantores e compositores, ver apresentações de mímica, consultar cartomantes, levar as crianças para ver espetáculos dirigidos ao público infantil, ou simplesmente sentar, deitar e relaxar.


Parque del Retiro
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Projetado no séc. XVII para estar localizado sobre umas terras que eram destinadas à lavoura, o parque foi fundado para uso exclusivo da monarquia. A partir de 1869, o parque foi aberto ao público em geral e atualmente é um dos mais freqüentados de Madri, contando com diversos monumentos entre as suas atrações.


Monument to King Alfonso XII in Parque del Buen Retiro.

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Sunday crowds in Parque del Buen Retiro.

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O bairro Lavapés

O bairro, localizado sobre a ladeira de inclinação acentuada e desenvolvido em sua origem como arrabalde extramuros, ocupa na atualidade uma zona central da cidade, formando parte do Casco Antigo madrilenho.


Festival street decorations, Lavapies district.

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As ruas que compõem a área mantém praticamente inalterado seu traçado original. A estreiteza das calçadas e passeios, seu acidentado perfil topográfico com inclinadas ladeiras e a conservação até nossos dias de uma forma característica de construir, imprimem a Lavapés um forte caráter, que se vê complementado pela presença de um certo número de edifícios e espaços singulares: os Jardins do Cassino da Rainha, a Praça Agustín de Lara e de Corrala (reabilitada pelos arquitetos José Ignacio Linazasoro e José María García del Monte), a Praça de Lavapés, o Parque de Cabestreros, a Glorieta de Embaixadores, a Praça do Campinho da Manuela e a Igreja de São Caetano.


Madrid - Lavapies

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Malasaña

Malasaña é um bairro no centro de Madrid, na plaza Dos de Mayo, e é conhecido por ser alternativo, cool e cheio de "undergroud people".


El barrio de Malasaña, testigo de la movida madrileña

 


Street in Malasaña, Madrid

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O Via Láctea fica na CalleVelarde, 18, no bairro Malasaña

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Cuatro Torres Business Area

Cuatro Torres Business Area (conhecida como CTBA), é um complexo financeiro, localizada ao longo do Paseo de la Castellana. Neste local estão os mais altos arranha-céus da cidade e do país (Torre Espacio, Torre de Cristal, Torre Sacyr Vallehermoso e a Torre Caja Madrid), concluídos em 2008.


Towers Madrid
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AZCA

AZCA, acrónimo de Asociación Mixta de Compensación de la Manzana de la Zona Comercial de la Avenida del Generalísimo, é a grande zona comercial (financeira).

Situa-se na baixa madrilenha, entre as ruas de Raimundo Fernández Villaverde, Orense, General Perón e o Paseo de la Castellana. Estava originalmente inserido no "Plano Geral de Ordenação Urbana de Madrid", aprovado em 1946, cujo objetivo era criar e desenvolver uma zona de edifícios de escritórios modernos com ligações ao metro e ao comboio. Atualmente, esse local acolhe os mais altos arranha-céus.


AZCA
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Night Madrid

Madrid é uma das cidades mais badaladas da Europa, uma cidade que nunca dorme, ou, como diriam os espanhóis, que tem “mucha marcha”. Muitas luzes e efeitos especiais animam a noite, que só costuma começar por volta da uma da manhã. As boates de Madrid estão entre as melhores do mundo e, suas festas, entre as mais famosas produzidas da Europa.


Joy Eslava
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Kapital nightclub, Madrid
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Reina Bruja : Nightclub interior design
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Reina Bruja : Nightclub interior design
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The Penthouse is a rooftop bar in Madrid with a terrace
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Ambiance flamenco et guitares

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Madrid. Um estilo de vida / Negocios que son un placer

Em 2011 uma campanha promocional destaca a renovação da calle Serrano e o projeto Madrid Rio, que foi aberto ao público no dia 15 de abril. O eixo Prado-Recoletos, é o cenário da nova imagem da cidade espanhola.

“Madrid. Um estilo de vida” e “Madrid. Negocios que son un placer” são os lemas da campanha que custou 3.338.000 euros, financiados em cooperação com os Fundo Feder.

Financiamento que levou em conta ser o Turismo responsável por 8,7% do PIB da cidade e gerar em torno de 200 mil empregos diretos e indiretos. Os melhores resultados na história da cidade com o Turismo apontam: desde 2003 o número de visitantes aumentou em mais de 50%. O que fez com que os serviços de informação turística, que antes ocupavam apenas 40 metros quadrados, hoje são uma rede em 10 centros diferentes.

A campanha promocional destaca a capital espanhola como Destino de Compras, já que a cidade tem a maior oferta comercial da Espanha e é destino que oferece excelente relação qualidade-preço, em comparação com outras cidades européias. A renovação de 32 eixos comerciais; a transformação em zona de pedestres importantes ruas entre Fuencarral e Ópera;a recém remodelada calle Serrano, das grandes grifes e das centenárias lojas tradicionais, tudo concorre para que o glamour se instale em modernos hotéis ou hotéis renovados, restaurantes que são templos da gastronomia espanhola e internacional,galerias de arte, centros culturais e museus.


Brand New Serrano!!! 25 September 2010

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O projeto Madrid Rio simboliza bem a capacidade da cidade de se transformar. A partir do dia 15 de abril o público poderá conhecer suas pontes, seus jardins e o maior centro de criatividade, o Matadero. Com passarelas em “Y” e passarelas duplas, decoradas por Daniel Canogar , a ponte Dominique Perrault, e a praia urbana de Arganzuela o projeto será a grande atração da nova Madri. O que antes era apenas mato e região sem acesso, nas margens do rio, agora é o cartão de visitas da capital espanhola.

Informações e Serviços

Idioma - Espanhol (español, espanhol; Spanish, inglês). Fala-se o espanhol castilho 74%, catalão 17%, galego 7% e basco 2%

Fuso horário - 4 horas a mais em relação a Brasília.

DDI - 0034

Telefone de emergência - Polícia 091

Site do país - www.spain.info

Site da cidade - www.esmadrid.org

Embaixada brasileira - Calle Fernando el Santo 6, Madri. Fone (91) 700.4650, www.brasil.es, adm@embajadadebrasil.es.

Consulado geral - Calle de Zurbano, 71 - Madri, consuladobrasil.es, consular@consuladobrasil.es.

Banco do Brasil - Calle José Ortega y Gasset 29 - 1ª Planta, Madri. Fone (91) 423.2500, madri@bb.com.br.

Informações turísticas - A principal Oficina de Turismo fica na calle del Duque de Medinaceli 2. Abre de seg/sáb 9h-19h e aos domingos 9h-15h. Fornece material sobre a Província Autônoma de Madri, incluindo as cidades mais importantes ao redor da capital, com horários de trens e ônibus, e também sobre a região de Castilla y León e outros locais mais turísticos da Espanha. A Oficina Municipal de Turismo de Madri é outro posto, pequeno e sempre lotado, na Plaza Mayor 27, aberto de seg/sáb 10h-20h (verão até 21h), domingos até 15h. Oferece folhetos e revistas gratuitas - "En Madri" e "WhatŽs On" - com exposições, teatro, shows, flamenco e a programação completa da capital espanhola. Há outras oficinas no aeroporto de Barajas, na estação de trem de Chamartín e de Atocha, todas funcionando de seg/sáb 9h-19h e aos domingos 9h-15h, e no Mercado Puerta de Toledo, c/ Ronda de Toledo 1, metrô Puerta de Toledo, de seg/sáb 10h-21h, domingos até 14h30. Uma boa referência da vida cultural é o Guía del Ócio (?1), no estilo dos anteriores, mas ainda mais completo.

À venda nas oficinas de turismo, o Madrid Card é um passe que concede entrada gratuita em 40 atrações (incluindo os grandes museus e palácios), uso ilimitado de transporte urbano e do ônibus turístico Madrid Vision e descontos em restaurantes, lojas, boates e espetáculos. Custa € 36/1 dia; € 46/2 dias ou € 56/3 dias, ou um pouco menos se comprado pela Internet (www.madridcard.com). Bem utilizado, aproveitando muitos de seus benefícios, pode ser vantajoso.

Horários - É difícil acreditar, mas a siesta é real - de fato os espanhóis dão uma boa parada para dormir à tarde. Em geral trabalham de seg/sex, das 8h30 às 13h30 e das 17h às 20h. Muitos museus também fecham entre 13h-14h; funcionam nos finais de semana, mas não às segundas. Os bancos abrem das 8h30/9h às 14h/14h30, e nos sábados até 13h/13h30.

Moeda - O euro substituiu a peseta espanhola.

Valor de troca - € 1 = R$2,60 = US$1,25.

Câmbio - Bancos e casas de câmbio podem apresentar cotações e comissões variáveis, de zero a 3%. Vale fazer uma rápida pesquisa. No geral, o banco Santander costuma oferecer uma das melhores cotações.

Gorjetas - Não é obrigatório, mas, considerando que o serviço tenha sido satisfatório, os garçons espanhóis vão apreciar se você deixar algum troco.

Feriados - Poucos países têm tantos feriados quanto a Espanha. Cada cidade tem cerca de dez dias de Fiestas ou Férias, dedicados a seus respectivos padroeiros. Nesse caso, espere encontrar quase tudo fechado ou funcionando em horários ainda mais malucos. Considere também hotéis mais caros. A Semana Santa, entre o Domingo de Ramos e o Domingo de Páscoa, é a época menos aconselhável para viajar pelo país, com hotéis mais que dobrando seus preços. Estes são alguns dos feriados mais importantes: Ano-Novo; 6/jan (Dia dos Reis Magos - mais importante que o Natal); Páscoa; 15/ago (Festa da Assunção); 12/out (Dia Nacional ou Dia de Santiago); 1/nov; 8/dez (Festa da Imaculada Conceição); Natal.

Telefone - Telefones públicos (teléfono público ou locutorio) funcionam tanto com moedas quanto com cartões (tarjetas telefônicas ou teletarjeta) e alguns até com cartão de crédito. As tarjetas são vendidas nos correios (correos) e bancas (estancos) por € 6 e € 12. Vale se informar também sobre os preços dos locutórios, casas para chamadas locais e internacionais que cobram o minuto da ligação. Ligações a cobrar para o Brasil, disque 1005, ou via operadora brasileira ligue 900.990.055. Os números de telefone espanhóis são de 9 dígitos, devendo contar sempre com o código de acesso local, independente de onde você esteja e para onde estiver ligando.


Fontes: http://www.turismoMadrid.es/pt/historiahttp://lusophia.wordpress.com/2010/06/30/Madrid-entre-o-; http://www.bemparana.com.br/index.php?n=177297&t=nova-campanha-turistica-para-madri
Bettmann/C ORBIS; http://picasaweb.google.com/chulapo2/MadridAntiguo#
http://www.revistaturismo.com.br/dicasdeviagem/madrid.htm
http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/madri_index.jhtm
hieratico-e-o-herege-por-vitor-manuel-adriao/; http://www.guiatimeout.estadao.com.br/ Madrid
http://www.minube.pt/sitio-preferido/templo-de-debod-a105
http://www.panoramio.com/photo/17491926
; Dydynski, Krzysztof
http://cociditomadrileno.blogspot.com/2011_03_01_archive.html
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.049/575/pt
http://www.revistavitrine.jp/v1.2/index.php?option=com_content&view=article&id=305:a-melhor-epoca-para-visitar-madri&catid=50:blogs&Itemid=110

 



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