O curto período entre as duas guerras ficou conhecido como "anos loucos", caracterizados por um estilo frenético de vida provocado pelas incertezas da paz gerada pela Primeira Guerra. Eles produziram radicais alterações na forma de analisar a realidade e de representá-la artisticamente.

Esse período histórico encontra seu principal intérprete e escritor em F. Scott Fitzgerald. Em sua obra-prima, "O grande Gatsby", Fitzgerald sintetiza como ninguém o esplendor e o vazio dessa época de festas feéricas e lautas bebedeiras, de fortunas erguidas do nada. Investidores faziam fortunas diariamente na bolsa de valores, a idéia de que a vida devia ser aproveitada ao máximo em festas e diversão ganhava progressivo espaço, revolucionando o tradicional espírito de parcimônia protestante da cultura americana.

Década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz. A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks.

É extremamente difícil nos dias de hoje imaginar o impacto que essa nova música vibrante , sensual, dotada de “swing”, provocou sobre as platéias da época. Antes do jazz, a música para dançar era de origem européia, bastante formal e com regras claras para o contato entre os pares. A chegada do novo estilo, que trazia o caráter lascivo das danças coladas de cabaré, causou grande furor na imprensa conservadora e escandalizou a sociedade americana. Por outro lado, foi justamente esse um dos motivos que fez o jazz, desde que executado por músicos brancos, agradar em cheio à juventude enriquecida e emancipada que surgira no período posterior à Primeira Guerra Mundial. Até o começo dos anos 20, o jazz enfrentava resistência devido ao racismo - grandes músicos negros não obtêm reconhecimento. Apesar dos excelentes músicos brancos de jazz, italianos e judeus, os inovadores são os negros, e Nova Orleans constitui-se no principal centro. A acelerada migração leva muitos artistas a outras partes, Mississippi, Chicago e depois Nova York. Surgem pioneiros como o pianista Tony Jackson, o cornetista Buddy Bolden, Freddie Keppard, Jelly Roll Morton, Alan Philip e Kid Thomas Valentine. O trompetista de Nova Orleans, Louis Armstrong (1900-1971) envolve-se com diversas formações de bandas de jazz e inaugura a série Hot Fives e Hot Sevens em gravações elétricas. É ele que permite a solistas maior liberdade em relação às estritas regras clássicas do estilo. Armstrong torna-se o primeiro e um dos maiores solistas da história do jazz. Seus discos abrem novos caminhos para a música, com um estilo que alterna tensão e descontração. Outro nome do período é o pianista e compositor Duke Ellington (1899-1974), responsável pelas composições de jazz para grandes grupos de músicos e introdutor da era das big bands.

No fim do século XIX, Nietzche proclama a morte de Deus. Em seguida, Freud anuncia ou traz a peste do fim da inocência. Quase ao mesmo tempo, nos anos 20, desencadeia-se o modernismo, uma crise nos costumes (anos loucos), a revolução cinematográfica do imaginário ocidental; o cinismo satânico nazi-fascista e stalinista e a crise irreversível das estruturas familiares e afetivas nas quais se assentavam os nossos desenvolvimentos emocionais básicos. Os "anos loucos", em Paris e Berlim, colocam em voga a androginia e bissexuais, como Marlene Dietrich. Jazz e cinema. Balé, Nijinski, Diaghilev. Música, Stravisnki. Design. Pós-impressionismo. Pontilhismo, Expressionismo, Surrealismo. Intelectuais fazem de Paris sua nova pátria, ícone do que a vanguarda européia define como "modernismo". Paris virou vitrine e todo mundo queria entrar nela. Os negros americanos do Le Jazz Hot chegaram na companhia de Josephine Baker, uma pantera desfilando outra pantera na coleira. Estavam lá Jean Cocteau, Coco Chanel, T.S.Elliot, Pablo Picasso, Gertrude Stein, Isadora Ducan, Stravinski, Nadia Boulanger, Ernest Hemingway, Gurdjieff, Scott Fitzgerald e Serge Diaghilev, entre outros. Mas o paraíso era dos americanos. Tudo era fácil e barato. O câmbio era favorável ao dólar, e a cidade era o cenário ideal para a alegria. Coco Chanel mudou a cara da cidade com seus vestidos elegantes e seu perfume número 5, uma mina de ouro até hoje. O clima de idílio permaneceu até a Crise de 29 e a queda da Bolsa. Aí todos foram embora, mas a história já estava feita. Nenhum outro século saberá repeti-la.

1920s

1921: His Master's Voice Co. opens the first HMV shop in London. HMV was later acquired by EMI, which continued to own the name "His Master's Voice" and the trademark image of a dog by a gramophone in the U.K. The iconic portrait came from an 1898 painting by British artist Francis Barraud who titled it "Dog looking at and listening to a Phonograph," featuring his dog Nipper.

HMV evolved to become a global retailer. In 1998, EMI created HMV Media as a separate company, whilst retaining a minority shareholding. In 2002, HMV Group plc began trading on the London Stock Exchange.


1923: Louis "Satchmo" Armstrong makes his recording debut, blowing a pioneering cornet solo on the tune "Chimes Blues" in Joe "King" Oliver's Chicago-based Creole Jazz Band. more »


1924: George Gershwin's "Rhapsody In Blue," commissioned by bandleader Paul Whiteman, is first performed during "An Experiment in Modern Music" at Aeolian Hall in New York. In 1935, another seminal Gershwin work, the folk opera "Porgy and Bess," debuts in New York.


1925: WSM radio goes on the air in Nashville and the "WSM Barn Dance" show debuts. Three years later, the show would be rechristened the "Grand Ole Opry." In 1932, WSM is upgraded to a 50,000 watt clear channel signal, which now spanned the nation. NBC Radio carried the Opry for the first time in 1939.


1927: Jazz royalty is tipped on its head when a duke supplants a king: Edward Kennedy "Duke" Ellington and his Jungle Band replace Joe "King" Oliver and his band the Dixie Syncopators at the Cotton Club in New York. Oliver's decision to pass on the regular gig there because of a salary dispute would prove to be the beginning of the undoing of his musical career, while Ellington's star would rise as a result of the exposure afforded him because of the club's national live radio broadcasts. Considered by many to be the greatest American composer, Ellington would go on to become a major force in jazz whose influence is still potent.


1927: Field-recording engineer and A&R man Ralph Peer arrived in Bristol, Tenn., to scout talent for the RCA-owned Victor label. During the next two weeks, he recorded the first sessions by Jimmie Rodgers and the Carter Family, among others, in what became know as the Bristol Sessions. Those sessions are credited with giving birth to modern country music.


1927: Al Jolson stars in the first popular "talkie," the movie musical "The Jazz Singer." Jolson began recording in 1911 and scored a 1918 hit with "I'll Say She Does" for Columbia. "The Jazz Singer," about a Jewish cantor's son who prefers nightclubs to the pulpit, made him pop music's first rebel.


1927: Automatic Music Co. introduces the electric coin-operated phonograph, or jukebox.


1929: Crooner Rudy Vallee makes his first film, "Vagabond Lover." That same year, he begins hosting "The Fleischmann's Yeast Musical Variety Hour" radio show. In 1936, he insists that Louis Armstrong fill in for him while he vacations, marking the first time a black artist hosts a national radio show.


1929: RCA-Victor is created when RCA purchases the Camden, N.J.-based Victor Talking Machine Co. Victor was itself created by the merger of Emile Berliner's Berliner Gramophone Co. and Eldridge R. Johnson's Consolidated Talking Machine Co.