São Silvestre

Em meio às comemorações de um novo ano, o povo de São Paulo aprendeu a conviver com uma outra festa: a Corrida de São Silvestre. Para os atletas, o clima e a receptividade do povo paulistano não poderia ser melhor. Logo cedo, no dia 31 de dezembro, as ruas da cidade anunciam o espetáculo, principalmente a avenida Paulista, ponto de chegada e partida de milhares de corredores.

Numa viagem à França, em 1924, Cásper Líbero assistiu a uma corrida noturna em que os corredores carregavam tochas de fogo. Entusiasmado, resolveu promover, naquele mesmo ano, algo semelhante em São Paulo., Assim, à meia-noite de 31 de dezembro, daquele ano foi instituída a Corrida de São Silvestre que reunia os atletas da cidade e ganhou o nome porque esse era o santo do dia.

A prova passou, em mais de 80 anos consecutivos de realização, por inúmeras transformações e cresceu: dos apenas 60 participantes da primeira edição, a corrida passou a registrar mais de 12 mil inscrições nos últimos anos, incluindo a presença das maiores expressões do atletismo mundial.

Em 1975 acompanhando a evolução mundial, o jornal A Gazeta Esportiva, criou a prova feminina, em homenagem ao Ano Internacional da Mulher. O título da pioneira corrida ficou com a alemã Christa Vahlensieck, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 28min39s. A catarinense Mara Fuhrman foi a brasileira mais bem colocada na competição, com a quinta colocação. Desta maneira, as estrangeiras dominaram a São Silvestre feminina por 20 anos

A maior campeã da São Silvestre de todos os tempos, foi a portuguesa Rosa Mota, de corpo franzino e baixa estatura, tem o mérito de colecionar seis vitórias consecutivas, de 81 a 86. Ela é a recordista em número de títulos. Outro destaque da competição é a mexicana Maria Del Carmem. Ela subiu ao pódio três vezes por suas conquistas nos anos de 89, 90 e 92.

A reação brasileira só ocorreu em 1995 com a brasiliense Carmem de Oliveira. Sua vitória, além de trazer o primeiro título ao país, deixou a imagem de seu choro tão logo cruzou a linha de chegada guardada na memória dos espectadores.

Grandes nomes já passaram pela São Silvestre. O lendário tcheco Emil Zatopek, conhecido nos anos 50 como a Locomotiva Humana, venceu a corrida chegando 500 metros à frente do segundo colocado. Zatopek tinha em seu currículo três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, na Austrália, pelas vitórias nos 5.000m, 10.000m e maratona.

Além de Zatopek outros atletas ficaram na história da corrida: o argentino Osvaldo Suarez (tricampeão, com vitórias em 58, 59 e 60), o belga Gaston Roelants ( vencedor em 64, 65, 67 e 68), o colombiano Victor Mora ( campeão em 72, 73, 75 e 81), o equatoriano Rolando Vera (86,87,88 e 89), o grande pentacampeão Paul Tergat, Quênia (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000), o brasileiro José João da Silva, vencedor em 80 e 85, e responsável pelo fim do longo jejum brasileiro no pódio, desde 47 e Marilson dos Santos vencedor em 2003 e 2005.

Todos os vencedores

2005 - Marilson dos Santos (Brasil)
2004 - Robert Cheruiyot (Quênia)
2003 - Marilson dos Santos (Brasil)
2002 - Robert Cheruiyot (Quênia)
2001 - Tesfaye Jifar (Etiópia)
2000 - Paul Tergat (Quênia)
1999 - Paul Tergat (Quênia)
1998 - Paul Tergat (Quênia)
1997 - Emerson Iser Bem (Brasil)
1996 - Paul Tergat (Quênia)
1995 - Paul Tergat (Quênia)
1994 - Ronaldo da Costa (Brasil)
1993 - Simon Chemwoyo (Quênia)
1992 - Simon Chemwoyo (Quênia)
1991 - Arturo Barrios (México)
1991 - Arturo Barrios (México)
1989 - Rolando Vera (Equador)
1988 - Rolando Vera (Equador)
1987 - Rolando Vera (Equador)
1986 - Rolando Vera (Equador)
1985 - José João da Silva (Brasil)
1984 - Carlos Lopes (Portugal)
1982 - João da Mata (Brasil)
1981 - Carlos Lopes (Portugal)
1980 - Victor Mora (Colômbia)
1980 - José João da Silva (Brasil)
1979 - Herb Lindsay (EUA)
1978 - Radhouane Bouster (França)
1977 - Domingo Tibaduiza (Colômbia)
1976 - Edmundo Warnke (Chile)
1975 - Victor Mora (Colômbia)
1974 - Rafael Perez (Costa Rica)
1973 - Victor Mora (Colômbia)
1972 - Victor Mora (Colômbia)
1971 - Rafael Palomares (México)
1970 - Frank Shorter (EUA)
1969 - Juan Martinez (México)
1968 - Gaston Roelants (Bélgica)
1967 - Gaston Roelants (Bélgica)
1966 - Alvaro Flores (Colômbia)
1965 - Gaston Roelants (Bélgica)
1964 - Gaston Roelants (Bélgica)
1963 - Henri Clerckx (Bélgica)
1962 - Hamoud Ameur (França)
1961 - Martin Hyman (Inglaterra)
1960 - Osvaldo Suarez (Argentina)
1959 - Osvaldo Suarez (Argentina)
1958 - Osvaldo Suarez (Argentina)
1957 - Manoel Faria (Portugal)
1956 - Manoel Faria (Portugal)
1955 - Kenneth Norris (inglaterra)
1954 - Franjo Mihalic (Iugoslávia)
1953 - Emil Zatopek (Tchecoslováquia)
1952 - Franjo Mihalic (Iugoslávia)
1951 - Erik Krucziky (Alemanha)
1950 - Lucien Theys (Bélgica)
1949 - Viljo Heino (Finlândia)
1948 - Raul Inostroza (Chile)
1947 - Oscar Moreira (Uruguai)
1946 - Sebastião Monteiro (Brasil)
1945 - Sebastião Monteiro (Brasil)

Fase nacional da prova

1944 - Joaquim da Silva
1943 - Joaquim da Silva
1942 - Joaquim da Silva
1941 - José dos Santos
1940 - Antônio Alves
1939 - Luiz Del Greco
1938 - Armando Martins
1937 - Mário de Oliveira
1936 - Mário de Oliveira
1935 - Nestor Gomes
1934 - Alfredo Carletti
1933 - Nestor Gomes
1932 - Nestor Gomes
1931 - José Agnello
1930 - Murílo de Araujo
1929 - Heitor Blasi
1928 - Salim Maluf
1927 - Heitor Blasi
1926 - Jorge Mancebo
1925 - Alfredo Gomes

Fontes : O Estado de S.Paulo, RankBrasil, Rede Globo e Confederação Brasileira de Atletismo

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