Dizem que chegou a virar quatro garrafas de uísque em um dia. O seu alto consumo de álcool acarretou uma pancreatite aos 30 anos. Em meado dos anos 70 com sérios problemas de saúde suas apresentações ao vivo e gravações tornaram-se raras.

"Nos primeiros dias de 1975, Baden seguiu a Cote d’Azur para se apresentar no MIDEM. Convidada especial do evento, Elizeth Cardoso pediu a Baden e (ao baixista) Guy Pedersen que a acompanhassem: "E durante o show aconteceu uma coisa incrível, que eu nunca poderei esquecer", relembra o baixista. "Elizeth começou a cantar "Serenata do Adeus" e de repente deu uma pane na eletricidade. Apagaram-se as luzes, os microfones, os amplificadores, as mesas de som, tudo. A sala ficou na maior escuridão e, imperturbável, Elizeth continuou a cantar e Baden no violão continuou também. E tudo estava no lugar: o tempo, o som, tudo perfeito. Era um milagre!”. Quanto acabou a música, a luz voltou, e o público, pregado nas poltronas, não podia nem se mexer, paralisado pela emoção. Quando despertou, num delírio total, ovacionou os músicos".