Brubeck tinha admiração por Duke Ellington e pela música erudita. Desenvolveu um estilo pianístico muito peculiar, que viria se tornar cult. Percussivo, fazendo uso farto de acordes repetidos, Brubeck certamente não era um virtuose no sentido estrito do termo. Foi até mesmo acusado, por certos críticos da época, de não possuir swing e de não ser um melodista. Porém, uma apreciação completa precisa levar em conta outras características fundamentais de sua música. Sua predileção por compassos em números primos - 5/4, 7/4, 11/4 - suas ousadias harmônicas e mudanças de andamento anunciam um pianista inovador e coerente. Além disso, era um compositor verdadeiramente inspirado. Sua música conseguiu alcançar sucesso junto a amplo público, mesmo aquele não iniciado no jazz, isso deve ser visto como uma circunstância feliz e não como o resultado de uma música voltada para ouvidos fáceis de não iniciados. A verdade é que Dave Brubeck é responsável por uma das experiências mais bem sucedidas da Third Stream (a integração de elementos do jazz e da música erudita). Ele é um mago do jazz.