Pintor
da luz e das trevas da alma
"Caravaggio: Uma Vida Sagrada e Profana", de Andrew
Graham-Dixon, lançado nos EUA, ilumina a trajetória
do soturno e misterioso gênio italiano, precursor da
modernidade
Próximo do fim da vida, Michelangelo Merisi da Caravaggio
(1571-1610) entrou numa igreja na Sicília e foi espargido
com água benta. Caravaggio perguntou que bem faria
aquilo, e a resposta foi que ela apagaria os seus pecados
venais. "Então é inútil",
respondeu, "porque os meus são todos mortais".

A Prisão de Cristo, 1602
National Gallery of Ireland
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Como muitas informações sobre o artista, este
relato também pode ser uma meia verdade, talvez apenas
mito. Mas ele dá uma ideia do caráter contestador
do pintor e o seu fatalismo resignado e faz alusão à fonte
da sua intransigente visão estética. Num quadro
de São João Batista (pintado pouco antes de
Caravaggio cometer um crime em Roma) o artista retrata não
a imagem de um beato, mas a face carrancuda de um homem solitário.
Em sua nova biografia do pintor, o jornalista e crítico
Andrew Graham-Dixon descreve São João Batista
de uma maneira que se ajusta bem ao pintor. "São
João está numa atitude soturna e introvertida,
perdido nos seus próprios pensamentos dominados pelo
desprezo do mundo".
Se Caravaggio de fato menosprezava o mundo,
esse sentimento, com frequência, era recíproco. De acordo com
um dos seus primeiros biógrafos, Giovanni Pietro Bellori,
este outro Michelangelo (nascido sete anos depois que o seu
mais famoso homônimo faleceu), "carecia de invenzione,
decoro, disegno, ou conhecimento da ciência da pintura".
Publicada em 1672, essa avaliação é típica
da recepção negativa da obra de Caravaggio
até sua reputação ser ressuscitada na
metade do século 20.
Caravaggio sempre foi admirado pelo seu realismo
sedutor, mas, como escreveu Bellori, "o momento que o modelo
era tirado dele, suas mãos e sua mente ficavam vazias".
Graham-Dixon escreve que esta ênfase na falta de habilidades
de pintura de Caravaggio contribuiu para a reputação
do pintor como "uma espécie de câmera humana",
que meramente copiava a natureza.

Vision of Saint Jerome (1609) Worcester
Art Museum, Mass - U.S.A.
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Mas muitos artistas sabiam melhor. Caravaggio
rapidamente conquistou muitos pintores que o seguiram,
por toda a Europa,
conhecidos como os Caravaggisti e mais tarde influenciaria
mestres como Delacroix, Manet, Rubens, Velásquez e
Vermeer, para nomear apenas alguns. Apesar do profundo impacto
do seu estilo visual, seu modo de vida e o seu tratamento
de temas religiosos provocaram tanta controvérsia
que grande parte do seu trabalho ficou esquecido durante
quase quatro séculos, até uma exposição,
em 1951, organizada pelo historiador de arte Roberto Longhi.
Desde então, os estudiosos de arte têm elogiado
a importância de Caravaggio como um precursor da modernidade,
um pioneiro cujo realismo à toda prova capta os conflitos,
emoções e as energias sexuais da vida terrena,
ao mesmo tempo que evoca os temas espirituais mais sublimados.
E diversas coleções recentes das obras completas
do pintor, juntamente com exames profundos e esclarecedores
das suas pinturas (como o estudo absorvente de Michael Fried,
de 2010, The Moment of Caravaggio) vêm colaborar para
um conhecimento mais profundo sobre o artista.

Saint John the Baptist 1603
Corsini, Rome - ITALY
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Embora hoje poucos duvidem da eminência de Caravaggio,
durante um longo tempo mesmo aqueles convencidos do seu gênio
consideravam a sua obra perturbadora. Para o historiador
Bernard Berenson, Caravaggio só perde para Michelangelo
em termos da influência sobre artistas mais recentes,
mas ele diz não conseguir suportar o que, num estudo
feito em 1953, chamou de "incongruência" entre
os temas religiosos e suas formas seculares na obra de Caravaggio.
E, como E. H. Gombrick escreveu, numa crítica ao livro
de Berenson, o pintor foi por muito tempo considerado um "espantalho" de "sinistra
reputação", devido, em grande parte, aos
seus primeiros biógrafos, que "apresentaram este
gênio violento como um perigoso subversivo".

Salome with the Head of Saint John the
Baptist A. -
National Gallery, London - U.K.
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O número de estudos mais modernos sobre Caravaggio é impressionante,
quando nos damos conta de quão poucas evidências
ele ter deixado e o fato de as fontes biográficas
contemporâneas serem pouco fidedignas, e, como escreveu
em 2000 o biógrafo Peter Robb, "dificilmente
contendo uma palavra que não esteja marcada pelo medo,
ignorância, malícia, ou interesse pessoal".
Graham-Dixon corrobora a observação de Robb,
observando que muito do que sabemos sobre Caravaggio provém
de transcritos de tribunais e registros criminais.

Narcissus - Caravaggio. Palazzo Barberini,
Rome - ITALY
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A biografia do pintor, que Graham-Dixon levou
uma década
para concluir, distingue-se das precedentes em alguns aspectos
importantes, o que torna a sua nova biografia um grande evento
nesse âmbito de estudos de Caravaggio. Ele insere material
de arquivos descoberto recentemente para escrever a mais
plausível narrativa de fatos mesmo nebulosos, incluindo
o homicídio cometido pelo pintor, seu exílio
e sua morte. A força do livro repousa não apenas
nas suas novas descobertas, mas na sua habilidosa síntese
das fontes existentes. Por exemplo, ao reconstruir uma agressão
misteriosa contra Caravaggio em Nápoles, um ano antes
da sua morte, Graham-Dixon reexamina toda a documentação,
os rumores, as teorias de conspiração e estabelece
a exatidão de um relato feito anteriormente por um
contemporâneo do artista, Giovanni Baglione.
Graham-Dixon cuidadosamente procurou abranger
um extraordinário
espaço de terreno crítico, oferecendo um novo
mapeamento muito necessário da vida do artista.

Salome with the Head of Saint John the
Baptist (1607); Palacio Real, Madrid - SPAIN
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E cria também um contexto convincente para compreender
Caravaggio pela reconstrução, ricamente pesquisada,
do meio em que o pintor vivia - e juntamente com o conhecimento
enciclopédico da obra do artista, permite que Graham-Dixon
nos ofereça hipóteses fascinantes sobre os
aspectos mais inescrutáveis da carreira e crimes de
Caravaggio. Há registros escassos da juventude do
artista na Lombardia e em Milão, mas Graham-Dixon
descreve o ambiente abrasador da Contrarreforma no norte
da Itália - uma experiência que moldou a estética
de Caravaggio. O renascimento católico conduzido pelo
arcebispo de Milão, Carlo Borromeo, deixou suas marcas
por toda a parte na cidade natal de Caravaggio. No monumental
romance de Alessandro Manzoni, escrito em 1827, "I promessi
sposi" (Os noivos), Borromeo é retratado como
uma combinação virtuosa de piedade e sagacidade
empresarial. Graham-Dixon dá mais textura à imagem
hagiográfica mostrando o fervor de Borromeo:
"Carlo Morromeo...via (Milão) como o próprio
microcosmo do mundo, um lugar cambaleante à beira
da condenação, onde pululam pecadores a serem
convertidos e almas a serem salvas. ..Borromeo levou a Milão
da infância de Caravaggio a paroxismos regulares de
arrependimento em massa".
Caravaggio jamais pintou esse homem "descarnado, o
rosto cavado, de uma severidade carismática",
mas, segundo Graham-Dixon, o prelado teve uma importante
influência na arte do pintor. Borromeo produzia espetáculos
suntuosos em que os princípios bíblicos eram
traduzidos em reconstituições teatrais e manipulava
brilhantemente a iconografia do Catolicismo. As telas posteriores
de Caravaggio teriam muito deste mesmo efeito.

La Madonna dei Palafrenieri (1606)
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Graham-Dixon postula que, juntamente com "a imaginação
espetacularmente visual" de Borromeo", a tradição
local do sacro monte, o conjunto de capelas nas encostas
que estão repletas de representações
de arte popular da pompa cristã, provavelmente nutriram
a estética sombria de Caravaggio: "A inclinação
de Caravaggio para entrar em detalhes viscerais, horripilantes
- por exemplo, o seu retrato do sangue que jorra da cabeça
do tirano em Judith e Holofernes...testemunha de maneira
viva a afinidade entre sua arte e o espetáculo turbulento,
sangrento, popular, do imaginário do sacro monte".

Judith Beheading Holofernes (1598), Palazzo
Barberini, Rome - ITALY
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Graham-Dixon escreve que, ao ter a coragem
de ignorar a gloriosa herança da Renascença italiana e se
inspirar nas formas de arte popular como as do sacro monte,
Caravaggio pode ter sido "o primeiro primitivista consciente
em toda história da arte ocidental pós-clássica",
uma visão que, ele acredita, foi forjada no imaginário
humilde e puro da Contrarreforma na Lombardia.
Embora Borromeo tenha inspirado o jovem artista
com certeza não teria aprovado as pinturas posteriores de Caravaggio,
como La Madonna del Palafrenieri (1606), originalmente encomendada
para a igreja de São Pedro, em Roma. O modelo da Madonna
com um grande decote foi Lena Antognetti, uma das muitas
cortesãs com quem ele se relacionava. Ela não
foi a única que Caravaggio pintou: Fillide Melandroni,
uma prostituta e amiga que pode ter sido também amante
do pintor, que serviu de modelo para trabalhos famosos, como
Marta e Maria Madalena (1598), Santa Catarina (1598), e Judite
e Holofernes (cerca de 1598-99).

Marta e Maria Madalena (1598). Fillide
Melandroni, prostituta e amiga que pode
ter sido também
amante do pintor, serviu de modelo
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As três pinturas revelam a "incongruência" referida
por Berenson: cada uma delas transmite a ressonância
espiritual e o realismo fascinante da sua respectiva cena,
ao mesmo tempo pulsando com uma sensualidade proibida. Temos
um vislumbre da humanidade carnal dos modelos se transformando
em imagens santas de devoção.

Santa Catarina de Alexandria, Caravaggio
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Em 1606, Caravaggio fugiu para Roma depois
de assassinar Ranuccio Tomassoni. O assassinato foi o ápice de um
período cada vez mais frustrante e de brigas para
o artista, cujo revezes pessoais caminhavam no mesmo passo
que os artísticos. Graham-Dixon escreve que Caravaggio
se tornou cada vez mais isolado, um artista cujo trabalho
seria tolerado, até admirado, em particular, ou na
periferia provinciana do mundo católico, mas não
no seu centro. No final dos anos 1.500 e início dos
1.600, as autoridades da Igreja Católica, com a intenção
de lutar contra as acusações de corrupção
feitas pelos protestantes reformistas (especialmente a venda
de indulgências), adotaram a obra de Caravaggio como
um apelo oportunamente teatral à fé. Mas na época
do seu exílio da cidade eterna, a apreciação
pelo público - e o clero - do seu estilo visceral,
desapareceu. Uma visão mais festiva da Cristandade
passou a ter influência e ele, tanto do ponto de vista
de temperamento como estético, não tinha condições
de oferecer isso. Na vida boêmia de Roma, Caravaggio,
um orgulhoso espadachim, teve muitas oportunidades para descarregar
sua ira. Graham-Dixon trabalhou muito para buscar as escassas
evidências sobre o assassinato de Tomassoni que ajudam
a refutar a teoria perene de que isso resultou de uma discussão
espontânea:
"A luta entre Caravaggio e Ranuccio Tomassoni não
foi por acaso. Foi um duelo combinado antecipadamente. Histórias
sobre um jogo de tênis, uma aposta, uma controvérsia
- foram todas fabricadas, relatos feitos pelos próprios
participantes para ocultar o que havia realmente ocorrido.
Era um pretexto conveniente, pois o duelo era ilegal na Roma
papal e punido com a morte.

The Luteplayer (1595); Hermitage, Saint
Petersburg - RUSSIA
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O exílio subsequente do artista, também divulgado
com triunfo artístico e conflitos pessoais também
provou ser tão contencioso quando seus 14 anos anteriores
em Roma. Em primeiro lugar, Caravaggio conseguiu sua tranquilidade
na agitada "Cidade dos Mendigos", como Graham-Dixon
descreve Nápoles, cuja atmosfera permissiva atraía
o pintor e onde seu estilo mudou no sentido de uma "a
simplificação, abreviação e oclusão".
Caravaggio caiu nas boas graças do público
e dos comitês de seleção e frequentava
os círculos eclesiásticos e a elite cultural
da cidade. Mas então, repentinamente, deixou Nápoles
e partiu para Malta, onde aparentemente juntou-se à famosa
milícia da Ordem da Cruz de Malta. Segundo Graham-Dixon
esta seria a hipótese provável para a partida
do artista. "Caravaggio sempre se preocupou muito com
status", Em seu processo por difamação
(em 1603) ele insolentemente repudiou toda a estirpe de artistas
de Roma dizendo que dificilmente algum deles merecia o título
de valent´huomo, ou seja, "um homem de valor".
Malta trouxe-lhe mais sucessos. Dois retratos
de 1607, uma impressionante representação de Antonio Martelli,
que antecipou Rembrandt, e uma pintura posada de Alof Wignacourt
com um enigmático pajem furtivamente inserido no quadro
- ajudaram muito para o seu congraçamento com a prestigiosa
ordem dos Cavaleiros de São João, e Caravaggio
foi elevado à condição de cavaleiro.
No entanto, logo entendeu que esta honra significava que
o seu destino seria ficar permanentemente na remota ilha
e se submeter às rigorosas leis sobre moralidade e
a ordem pública.
Como escreve Graham-Dixon, "as indiscrições
sexuais eram toleradas enquanto distantes do olhar público,
mas qualquer outra conduta imoral era tratada de modo implacável
com base no código dos cavaleiros. Isso significava
não gritar, trocar insultos, duelar com espadas. Para
um homem como Caravaggio, isso nunca seria fácil. "Ele
em breve foi parar na prisão, mas a razão pela
qual foi preso permaneceu um mistério durante séculos.
Baseado em pesquisas feitas na década passada, Graham-Dixon
fornece um relato do crime cometido por Caravaggio: "uma
acusação de assalto por tomar parte numa briga
envolvendo figuras importantes da hierarquia maltesa. Depois
de um mês na prisão, o artista conseguiu escapar.
A estadia subsequente de Caravaggio na Sicília, e
depois em Nápoles, foi extremamente difícil
- agora era um fugitivo das autoridades romanas e maltesas
- e em 1610, seguiu numa viagem de barco de volta a Roma
para pedir perdão. Depois de uma série de contratempos
que incluíram a sua prisão, ele morre na cidade
costeira da Toscana, Porto Ercole.

Detail from Caravaggio's St Matthew and
the Angel, 1602. Photograph: Bridgeman
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Dissipando rumores e teorias de conspiração
que sempre cercaram os últimos dias do artista, Graham-Dixon
descarta a possibilidade de um crime e propõe que
alguma coisa banal, como "uma desidratação" ou
talvez um "ataque cardíaco", pode ter sido
a causa da sua morte". A linguagem náutica usada
num relato oficial da morte, como também o momento
da notícia, levou Graham-Dixon a especular que a provável
fonte, até então desconhecida, do desaparecimento
do pintor foi o capitão do barco. A possibilidade
de Caravaggio ter terminado seus dias ao lado do humilde
barqueiro Alessandro Caramano parece apropriada para o autor.
Caravaggio viveu grande parte da sua vida
quase à margem
da sociedade, cercado por pessoas pobres e comuns. Ele pintou
essas pessoas, representando as histórias da bíblia
com o corpo e rosto delas. Pintou para elas e a partir da
perspectiva delas. No final morreu e foi enterrado entre
elas, numa sepultura sem nome. Ele tinha 38 anos de idade.
O livro também procura oferecer uma versão
definitiva do que foi outrora uma obsessão nos estudos
sobre Caravaggio: saber se ele era, ou não, gay.

The Cardsharps, Kimbell Art Museum, Fort
Worth - U.S.A.
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O crítico Howard Hibbard enfatizou (injustamente,
na opinião de Graham-Dixon) os temas e motivos homossexuais
do pintor em sua análise estética, de 1983,
como também o fez o estudioso alemão Herwarth
Röttgen, numa monografia publicada em 1974. Como observou
Helen Landon na biografia do pintor assinada por ela e publicada
em 1999, os elementos homoeróticos na obra de Caravaggio
inspiraram o poeta Thomas Gunn para descrever uma das suas
pinturas, A Conversão de São Paulo (1.600),
como reveladora de uma "candura e um mistério
que se alternam sob a pele", mas alertou que uma interpretação
do pintor à luz de uma presumida homossexualidade
está cada vez mais desacreditada. Com o mesmo ceticismo,
Graham-Dixon diz que Caravaggio provavelmente era bissexual,
mas descarta a importância de saber quem foram suas
escolhas para se deitar, escrevendo: "A ideia de que
ele foi um dos primeiros mártires das insinuações
de uma sexualidade pouco convencional é uma ficção
anacrônica".

Conversion of Saint Paul 1600
Private Collection (Odescalchi)
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No geral, Graham-Dixon compõe com destreza um retrato
cativante de Caravaggio a partir de testemunhos, registros
policiais e relatos ambíguos de indivíduos
que o artista conheceu e, em alguns casos, prejudicou. O
cuidadoso exame pelo autor das evidências e a síntese
que faz de trabalhos anteriores sobre o pintor judiciosamente
discrimina o que são rumores e o que são fatos,
reconstruindo com autoridade a vida de Caravaggio. E mais
importante, não perdeu de vista as grandes realizações
do artista. As pinturas assumem o papel destacado que merecem,
e em seus comentários o autor jamais despreza o impacto
emocional da arte.

Supper at Emmaus (1606); Pinacoteca Di
Brera, Milan - ITALY
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A biografia produzida por Graham-Dixon esclarece
de modo brilhante a vida de um artista que não foi menos misterioso
do que suas telas - um homem capaz de cometer um assassinato
e também criar a beleza inefável / TRADUÇÃO
DE TEREZINHA MARTINO
JOSEPH LUZZI, PROFESSOR ASSOCIADO DE ITALIANO
E DIRETOR DO PROGRAMA DE ESTUDOS ITALIANOS DO BARD COLLEGE. É AUTOR
DE ROMANTIC EUROPE AND THE GHOST OF ITALY (YALE UNIVERSITY
PRESS)
©Bookforum,
set/out/nov 2011, "Dark Night of the
Soul", por Joseph Luzzi ; http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,pintor-da-luz-e-das-trevas-da-alma,794728,0.htm
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